CIRURGIA BARIÁTRICA

Técnicas Cirúrgicas

São aprovadas no Brasil quatro modalidades diferentes de cirurgia bariátrica e metabólica (além do balão intragástrico, que não é considerado cirúrgico) pelo CFM:

1. Gastrectomia Vertical (Sleeve)

Nessa cirurgia retira-se uma fatia vertical do estômago reduzindo 80% de sua capacidade volumétrica, restando um novo estômago com 150 a 250ml. Dessa forma, o paciente terá saciedade com pouca comida. Além disso, retirando-se essa parte do estômago diminui-se a produção do hormônio grelina (hormônio orexígeno, que induz a sensação de fome). É uma técnica restritiva, que reduz a fome.

Trata-se de cirurgia irreversível, pois existe retirada de órgãos, no entanto que pode ser convertida em bypass gástrico em caso de insucesso. A perda de peso aparentemente é de 30% do peso inicial, havendo uma tendência mundial a ser priorizada em relação ao Bypass gástrico, devido à baixa taxa de complicações e da possibilidade de conversão da técnica.

2. Bypass gástrico (gastroplastia redutora)

Foi desenvolvida nos EUA por Mason e Ito em 1967 e modificada por Mal Fobi e Rafael Capella em 1986. É uma técnica mista predominantemente restritiva, que gera redução da sensação de fome.

Com o uso de um grampeador cirúrgico o estômago é dividido em dois segmentos: Uma de porção menor (5%) que servirá de "novo estômago" e outra maior (95%) que será excluída da passagem dos alimentos. Além da criação deste novo e pequeno reservatório gástrico de cerca de 30ml, realiza-se um desvio da parte intestinal, reduzindo o trânsito alimentar pelo intestino delgado, causando disabsorção.

No Brasil difundiu-se a técnica de Capella, um cirurgião colombiano radicado nos EUA que acrescentou a colocação de um anel contensor no reservatório gástrico.

A técnica evoluiu bastante e hoje os cirurgiões já não utilizam mais o anel de silicone no novo estômago, realizando um estreitamento pela anastomose (técnica de Higa), pois o anel provocava vômitos frequentes, dificuldade de adaptação e reoperações para sua retirada.

A perda de peso média é de 35 a 45% do peso inicial. (Os mais obesos perdem mais percentualmente que os menos obesos). Essa perda em média ocorre nos primeiros 7 meses após a cirurgia. (alguns poucos pacientes perdem peso ao longo de até 2 anos após a cirurgia).

Fobi-Capella
Higa

3. Banda Gástrica Ajustável

Essa técnica instala uma cinta inflável ajustável ao redor do estômago, que promove um estreitamento no estômago transformando-o numa ampulheta.

 

Em baixo da pele do abdômen fica um botão pelo qual o cirurgião pode injetar líquido estéril, e assim, inflar mais ou menos a banda aumentando ou diminuindo o calibre de esvaziamento da ampulheta.

Quando encontrado a intensidade de constricção gástrica ideal o paciente come um pouco e tem que esperar a comida passar pelo estreitamento antes de comer de novo. Dessa forma, as refeições serão de pequeno volume e o paciente terá a sensação de saciedade pelo estufamento da parte superior da ampulheta.

 

É uma técnica restritiva, que não gera disabsorção ou redução da fome. A perda de peso é ao redor de 20% do peso inicial. Trata-se de uma perda de peso modesta para os pacientes obesos mórbidos.

4. Duodenal Switch e Scopinaro

São cirurgias mistas predominantemente disabsortivas, associando uma gastrectomia parcial com derivação biliopancreática mais radical. Estes pacientes absorvem apenas cerca de 20% da ingestão de gordura, podendo evoluir com diarreia à ingestão de gordura e fezes e flatus de odor fétido. Possuem restrição alimentar mais suave, com reservatório gástrico de cerca de 300ml.

A mais conhecida é a operação de Scopinaro (médico italiano que idealizou e propaga esta operação). O duodenal switch é uma variação da operação de Scopinaro com uma retirada do estômago de forma semelhante ao sleeve gástrico (gastrectomia vertical).

Scopinaro
Duodenal Switch

5. Balão Intra-gástrico

 

É um procedimento não cirúrgico, realizado em regime ambulatorial (não necessita internação hospitalar), sob sedação, sendo método pouco invasivo e de baixo risco no controle efetivo e transitório da obesidade.

É uma prótese de silicone esférica sendo colocada e insuflada com 500 ml do líquido azul de metileno dentro do estômago do paciente através de uma endoscopia, causando uma sensação de plenitude. O paciente sente-se satisfeito mais rapidamente quando se alimenta e passa a comer menos.

 Tem durabilidade média de 4 a 6 meses. Após este período deverá ser retirado por uma nova endoscopia. Em caso de vazamento ou rompimento, o azul de metileno será expelido pela urina.

 É indicado para pacientes com sobrepeso (IMC<35), obesos (IMC>35) sem condições de cirurgia ou no pré-operatório de pacientes com superobesidade (IMC acima de 50 kg/m2) sob forma de ponte para cirurgia.

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